domingo, 8 de fevereiro de 2009

COMO FOI O PRIMEIRO BA-VI



A cidade vive a euforia e o clima da rivaliade do maior clássico do nordeste, pois nesse domingo, o Bahia e o Vitória se enfrentam pela primeira vez na temporada, em jogo válido pela fase classificatória do Campeonato Baiano 2009.
... diante disso, o SEMPRE BAHIA pesquisou e vai contar um pouco da história desse grande duelo...

Veja como foi o primeiro BaxVi da história:

No início da temporada esportiva de 1932, o Bahia vivia um grande momento, fundado no ano anterior e já tinha conquistado um Torneio Início e um Campeonato Baiano. Já o Vitória vivia uma fase de muita turbulência e acabara de resolver voltar a disputar o campeonato após um período de ausência.

A primeira vez que o Bahia e o Vitória se enfrentaram foi em uma partida válida pelo Torneio Início organizado pela L.B.D.T. (Liga Bahiana de Desportos Terrestres) em 10 de abril de 1932. A competição abria o calendário esportivo da época e servia como prévia do Campeonato Baiano.
Todos os jogos eram disputados no mesmo dia, em partidas de 20 minutos e em esquema eliminatório (mata-mata). O Torneio Início de 1932 foi disputado por 10 equipes: Bahia, São Christovão, Vitória, Antártica, Ypiranga, Democrata, Botafogo, Fluminense, Energia e Guarani e pelo segundo ano consecutivo, o Bahia sagrou-se campeão.

O BaxVi aconteceu na segunda fase da competição, com o Bahia tendo eliminado o São Christovão e o Vitória tendo passado pelo Antártica.

RAUL (marcou o 1º gol em BaxVi)

Bahia 3 x 0 Vitória
Gols: Raul (2) e Gambarrota (1)

Escalações:
Bahia
Teixeira Gomes; Leônidas e Odilon;
Milton, Canoa e Gia;
Bayma, Wanderley, Gambarrota, Raul e Rubem.

Vitória
Walter; Gilberto e Almir;
Raymundo, Rey e Zizidro;
Zelito, De-Vecchi, Coutinho, Romeu e Zezinho.

Árbitro: Vivaldo Tavares
Local: Campo da Graça (Salvador/ BA)
Data: 10/ 04/ 1932

Fonte: Jornal O Imparcial de 12 de abril de 1932

7 comentários:

Dalmo Carrera disse...

Recordo com exatidão, era um domingo tempestuoso. Acabei de ouvir o discurso de Getúlio Vargas na Rádio Nacional num misto de explicação e ataques os Paulistas que ainda revoltados, relutavam em aceitar a revolução constitucionalista declarada naquele ano. Apanhei um ônibus elétrico soltei na Calçada, embarquei num ônibus na SMTS, soltei no comércio, subir a ladeira da montanha, apanhei o bonde linha 6, desci pelos fundos no Campo Grande e de pé caminhei pela Euclides da Cunha e entrei pelo portão 4 setor C no Campo da Graça sem pagar um conto de réis. Era convidado de Ranulfo Alves que para meu orgulho discursou na festa de abertura da segunda rodada do Torneio Início de 1932.

Vi aquele time azul vermelho e branco, e disse, este é o time, é como esse que eu vou. E não deu outra, logo de cara, Gambarota recebeu na direita, meteu entre as pernas de De-Vecchi e chutou por cima do muro atingindo o telhado de uma casa na Barreto de Araujo ( detalhe, De-Vecchi era goleiro do Vitória, mas dia se invocou e resolveu jogar na linha) quem duvidar pergunte a Gabriel Saraiva, ele estava lá também

Perto do final dos 10 minutos programados para aquele primeiro tempo. ( detalhes, só 20 minutos de jogos, o sol era forte a desnutrição maior ainda) Sim, quando desvie a atenção para cumprimentar o governador Juracy Magalhães e cobrar as promessas feitas em 1928 em levar energia elétrica e água potável para meu bairro, foi aí, justamente aí, que Raul ( uma espécie de Douglas melhorado) entrou pelo centro, cortou Maroto pela esquerda, fez que ia e não foi enganando Zelito Magalhães, cortou De-Vecchi agora pela direita e bateu com precisão cirúrgica a 37 centímetros da trave esquerda do gol de Walter que cansado e sonolento nada pode fazer para evitar o que seria o primeiro GOL tricolor sobre o Esporte Clube Vitória. ( Detalhe, Walter era goleiro apenas em dias de domingo, no demais, era vigia da boate Clock na ladeira da Contorno) Enquanto ponta esquerda que naquele dia jogou de lateral direito Zelito Magalhães era filho de relação extra-extra-extra-conjugal de Juraci Magalhães, segundo divulgou o diário associados de 1941. ( a averiguar a veracidade de informação)

Sete anos depois Juracy Magalhães passou o cargo para Ranulfo Alves sem levar a tal energia muito menos a água potável. Moral, se os políticos de ontem e hoje são iguais o mesmo acontece com meu gostar e minha simpatia pelo Esporte Clube Bahia. (rs)

Maurício Guimarães disse...

Dalmo, vc precisa postar esse testemunho da história. risos

Maurício Guimarães disse...

Campanha por Pituaçu. Estava conversando com um amigo e também colocávamos o interesse do Bahia por Pituaçu. A prefeitura quer desapropriar nossa sede de praia, mas para isso terá o Bahia direito a uma indenização correspondente ao valor do imóvel. Por que não fazer uma permuta ou troca entre Pituaçu e a área da sede de praia envolvendo o governo estaudal, o Bahia e a prefeitura?

Ulisses de Brotas disse...

O Bahia tem muitas histórias... sobretudo de vencedor... Bela reportagem! Euclides, qual o e-mail de voces para enviar fotos e reportagens?

Pedro Cordier disse...

Dalmo: cara, vc é uma testemunha viva da história... só que bem mais hilária!! Hahahah!! Belo texto!!

Maurício: essa seria uma troca muito boa para ambos os lados!

Ulisses, seguem nossos contatos (eles ficam lá em baixo à direita, no site):

e-mail do site
semprebahia@semprebahia.com
Euclides Almeida
euclidesalmeida@semprebahia.com
Pedro Cordier
pedro@semprebahia.com

Euclides Almeida disse...

Ô Dalmo, não sabia que vc era tão velhinho assim...
Vou olhar novamente o jornal para ver se em algum momento não citam seu nome, kkkk
Grande abraço a todos!

tricolor retado disse...

se em 20 minutos o Bahia meteu 3x0 imagina se fosse um jogo normal de 90 minutos